quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

PENEIRAS

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As três
peneiras

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Certa vez um rapaz procurou o filósofo para lhe contar um caso.
O
filósofo - que estava lendo - ergueu os olhos e perguntou ao rapaz:
O que
você quer me contar já passou pelas três peneiras?
Três peneiras?
Como
assim?
Perguntou o rapaz.

Veja:
A primeira peneira é a verdade!

O que você quer me contar é realmente verdadeiro, aconteceu de fato?

Caso você tenha apenas ouvido falar, a coisa deve morrer.
Por aí mesmo.


Temos então segunda peneira, a da bondade, pela qual deve passar o que
você tem a me contar.
O que você vai me contar é coisa boa?
Ajuda a
construir ou a destruir a fama do próximo?
Vai fazer bem à pessoa envolvida,
a você ou a mim?

A terceira peneira é a da conveniência ou necessidade!

Convém contar? É necessário contar?
Ajuda a pessoa envolvida?
E o
filósofo arrematou dizendo:
Se você passar pelas três peneiras, então conte!

Caso contrário esqueça!

O rapaz - claro - resolveu ficou quietinho!

Com certeza o seu caso
Iria enroscar em alguma peneira do filósofo...


Se a gente lembrar dessas três peneiras, certamente vamos falar menos...
Mas falar melhor!

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