Vida,
Tediosa existência,
Incessante movimentação,
Eterna dúvida,
Maior dos mistérios
O que senão o sono,
O inibidor dos sentidos,
Para nos desprender daqui,
Oh, sofrido mundo!
O sono é a morte dos que ainda vivem
Para os que dele retornam,
Resta apenas serem tolos
E procurarem a felicidade
Ou serem sábios
E procurarem evitar a dor
Ciclo vicioso, degradante, tedioso
O que senão o sono eterno,
O finalizador dos sentidos,
Para nos tirar daqui,
Oh, sofrido mundo!
A morte é o sono dos que não vivem
Os que para ela foram,
Aqui não mais retornarão
Resta-lhes o nada,
Fazer nada,
Não serem, pois nada são
Nada é!
Não há ciclo
Apenas a degradação completa
Insistentes,
As artes preencherão o vazio de tuas almas
Pobres almas...
Destroçadas pela vida
O sono,
O analgésico para a dor da vida
Agora incendeia em meu peito,
Um fogo que queima incessante
Por mais que eu queira, não tem jeito,
É um sentir muito constante.
É uma paixão dominante
Que comanda o meu existir
É um sonhar delirante
Que me faz feliz a sorrir.
Creio que é mais que paixão,
Desconfio que seja o amor
Que chegou a meu coração
Causando-me tanto calor.
Sempre sonhei com um amor
Que fosse assim tão completo,
Que substituísse a dor,
E, de cor fosse repleto.
Enfim, em você eu encontrei
Esse toque divinal
Que em amor eu transformei,
Meu sonhar, hoje em algo real...
Será? eu quero só você...
Poesia é em meu peito um vulcão
Em actividade permanente
Amor que arde incessantemente
Jamais se extinguindo a sua combustão
Poesia é chama no meu coração
Que crepita intensa, veemente,
Me aquece, me empolga fremente,
Que imagino e lavro com sofreguidão
Assim, minha poesia é o confessar,
Da minha maneira de na vida estar
É desilusão, é sofrimento, é dor,
É não me resignar sobretudo
Por não ver o bem em todo o mundo
Um sorriso em toda a gente com amor
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