quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

De tudo, ao meu
amor serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre e tanto
que mesmo em face
do maior encanto
dele se encante mais meu pensamento.

Quero vive-lo em
cada vão momento
e em seu louvor hei de espalhar meu canto
e rir meu riso
e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.

E assim quando
mais tarde me procure
quem sabe a morte, angustia de quem vive
quem sabe a
solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja
imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

*Vinicius de
Moraes*

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